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Depois da queda, a queda.

10/05 Nenhum Comentário

* por Carlos Gomes

Aqui mesmo no FDB, há uma pos­ta­gem cha­mada Lionel Messi nunca cai, onde pode­mos ver la pulga argen­tina ultra­pas­sar com seus dri­bles, impro­vi­sos e velo­ci­dade, os adver­sá­rios sem cogi­tar simu­lar uma falta. Em algum momento de sua car­reira pro­fis­si­o­nal – des­con­fio que ainda na infân­cia –, o joga­dor do Barcelona deve ter per­ce­bido que valia mais a pena ten­tar per­ma­ne­cer de pé do que cavar fal­tas. Fato raro na cul­tura do fute­bol bra­si­leiro e argentino.

Assistindo à pri­meira par­tida da final do cam­pe­o­nato per­nam­bu­cano entre Santa Cruz e Sport, um ata­cante, em espe­cial, tirou a minha aten­ção do jogo. O ape­lido de Caça-rato, do ata­cante Flávio, do Santa Cruz, deve­ria mudar para Caça-faltas, tama­nha era a pre­o­cu­pa­ção do joga­dor em cavar (caçar) fal­tas, do que a de cum­prir a fun­ção des­ti­nada a qual­quer bom ata­cante: fazer gols.

Há certo tempo, o ata­cante Neymar, que nesse mesmo domingo fez dois gols na pri­meira par­tida da final do Paulista, sofria com as crí­ti­cas da imprensa espor­tiva. Cai-cai era um ape­lido comum na boca dos cro­nis­tas. Vez ou outra, o ata­cante ainda insiste em enfei­tar que­das, havendo falta ou não. Os mes­mos cro­nis­tas que o cri­ti­ca­vam, agora o defen­dem: é por­que ele tem o corpo fran­zino. Ele é muito leve.

Há quem opine que a simu­la­ção tam­bém serve para ini­bir a vio­lên­cia dos adver­sá­rios, pois uma coisa é rece­ber uma falta, outra bem dife­rente é rece­ber uma falta e enfei­tar (um pouco que seja) a queda. Confundir os olhos do árbi­tro com uma queda monu­men­tal e forçá-lo a dis­tri­buir car­tões ama­re­los e ver­me­lhos, e quando a falta ocorre den­tro ou pró­xima da grande área, con­tri­buir para uma jogada decisiva.

Ainda assim, per­ma­ne­cer de pé deva ser a melhor solu­ção para os ata­can­tes velo­cis­tas e dri­bla­do­res. Basta com­pa­rar as táti­cas de Lionel Messi e Flávio Caça-rato durante as par­ti­das. Escolha óbvia, com­pa­ra­ção cruel. Como o futebol.

Carlos Gomes é edi­tor do blog Outros Críticos, dile­tante em música, poe­sia, fic­ções e letras.

Bentancor: o maior de todos que eu não vi

09/05 Nenhum Comentário

Jogadores do Sport home­na­geiam Bentancor domingo passado

* por Felipe Vieira

Texto  publi­cado no Blog do Torcedor

Raúl Bentancor cru­zou minha vida em diver­sos momen­tos, sem­pre como um fas­ci­nante espec­tro, mas não me deu a opor­tu­ni­dade de vê-lo atuar. Desde que me entendo tor­ce­dor do Sport ouço os mais velhos – e não só rubro-negros, mas mui­tos tri­co­lo­res e alvi-rubros – fala­rem sobre como ele era supe­rior aos demais joga­do­res de seu tempo na região. Tenho 36 anos e quase 30 de arqui­ban­cada, e tive a opor­tu­ni­dade de ver Roberto Coração de Leão, País, Betão, Robertinho, Ribamar, Leonardo, Juninho, Bosco, Durval e Magrão. E na mai­o­ria des­ses momen­tos me vem à lem­brança o meu avô a dizer que nenhum deles era páreo para o bigo­dudo uruguaio.

Cresci e tomei gosto por estu­dar a his­tó­ria do Sport, e lá estava Bentancor em todos os livros, em todos os jor­nais velhos, em todos os rela­tos de gente que o viu em campo, em todas as lis­tas de melho­res joga­do­res da his­tó­ria do Sport fei­tas por quem tem hoje 60 anos ou mais. “Ah, mas deve haver ima­gens, fil­mes, não é pos­sí­vel que eu não vá ver esse cabra jogando!”, pen­sei um dia, lá longe. Nada.

Nos idos de 2004, junto com um grande amigo jor­na­lista, tive a ideia de escre­ver um livro sobre a his­tó­ria do Sport, algo dife­rente do que tinha sido feito até então. Uma obra que esqua­dri­nhasse o clube não só sob a ótica de seus resul­ta­dos, mas que mos­trasse o que faz o Sport ser o que é, sua meta­fí­sica. E uma das pri­mei­ras coi­sas que pen­sei é que tería­mos de ir ao Uruguai para con­ver­sar com Bentancor. Sim, pro­cu­rei e achei o ende­reço dele em Montevidéu. O livro não saiu, mas o fan­tasma dele nunca parou de me perseguir.

Em 2005 e 2008 Bentancor esteve no Recife e eu soube tarde demais, pelos jor­nais. Teria feito o escam­bau para vê-lo, para tirar uma foto, para ficar frente a frente com ele por uns míse­ros minu­tos. Nunca perdi a espe­rança de que isso acon­te­cesse, até que hoje recebi a notí­cia de sua morte e mer­gu­lhei em tristeza.

O cabra vê como a vida é engra­çada quando ela lhe prega peças que ele nem per­cebe. Meu filho mais velho se chama Raul, mas eu não tinha o uru­guaio em mente quando o bati­zei: foi ape­nas um nome que eu e minha mulher — que é tri­co­lor — acha­mos bacana, só isso. Mas hoje, ao saber que o maior cra­que rubro-negro que eu não vi jogar tinha pas­sado de está­gio, não tive como não pen­sar: “É, ele me per­se­gue, sim. E vai fazê-lo pelo resto da vida”. Vá em paz, Bigode, que nosso papo vai ficar pra outra ocasião.

 * Felipe Vieira escreve pro Futebol de Bolso, é jor­na­lista e rubro-negro.

LC_Blogueiros esportivos #03: Tiago Medeiros (Futebol Nordestino)

07/05 Nenhum Comentário

O pro­jeto “Ligamento Cruzado (LC)” con­siste em módu­los de mini-entrevistas com as mes­mas 06 per­gun­tas para 04 entre­vis­ta­dos de um deter­mi­nado uni­verso de atu­a­ção, no qual o pri­meiro par­ti­ci­pante, indica o segundo, que conse­quentemente indica o ter­ceiro, e assim vai. Após ter­mi­nado o ciclo, será defi­nido pelo pró­prio Futebol de Bolso um novo módulo com 06 novas per­gun­tas para 04 entre­vis­ta­dos de um outro nicho.

Tiago Medeiros é jor­na­lista espor­tivo da Globo, edi­tor do blog Futebol Nordestino e foi indi­cado pelo jor­na­lista Marcelo Cavalcante do Blog do Torcedor.

Qual time de fute­bol do pas­sado gos­ta­ria de ter visto jogar?

A Seleção Brasileira de 1982.

A emer­gên­cia da soci­e­dade atual fez o furo de repor­ta­gem per­der em importância?

A inter­net exter­mi­nou a neces­si­dade do furo. Informação está nela; os demais veí­cu­los con­tam a história.

O humor no jor­na­lismo espor­tivo é um problema?

Não é! Em nenhuma esfera da vida o humor é venal. Mas é impor­tante não con­fun­dir com debo­che. Rir é a mais gran­di­osa das expe­ri­ên­cias. E fazer alguém sor­rir é um pri­vi­lé­gio. Alegria atre­lada à infor­ma­ção (quando cabí­vel) é a fór­mula perfeita

Nelson Rodrigues ou PVC?

Nelson Rodrigues. Reprovei a 7ª série em mate­má­tica. Detesto números.

Quem foi o res­pon­sá­vel pela morte da boa crô­nica no jor­na­lismo esportivo?

A boa crô­nica não mor­reu. Estamos mais exi­gen­tes e vivendo num meio des­pren­dido do roman­tismo comum àquela época.

Qual blo­gueiro espor­tivo você indica para a pró­xima entrevista?

Lédio Carmona — meu amigo, irmão!

Pep e Mou

29/04 1 Comentário

* por  Carlos Gomes 

Todos os tor­ce­do­res de fute­bol, com exce­ção de alguns ingle­ses e uns outros ale­mães, tor­ciam por uma final entre Barcelona e Real Madrid, na Liga dos Campeões da Europa. Por ser fute­bol (impre­vi­sí­vel, errá­tico, sur­pre­en­dente), fomos obri­ga­dos a ver os melho­res joga­do­res dos times azul e grená e meren­gue per­de­rem seus gols na marca da cal.

Messi e Cristiano Ronaldo che­ga­ram nesse domingo de fute­bol na marca de 43 gols cada. Ótima dis­puta, que seria muita mais intensa e apai­xo­nante no dia 14 de maio, data mar­cada para a final da Liga, em Munique, na Alemanha. Não vere­mos essa final, por­que dias antes, ambos per­de­ram pênal­tis, a chance de se verem nova­mente numa final de campeonato.

No entanto, fora do campo, uma outra dis­puta – não menos inte­res­sante – se tra­va­ria. Mas, antes de tudo isso que vimos, isso que cha­ma­mos de his­tó­ria: a faça­nha repleta de vitó­rias e lições  de uma esqua­dra cha­mada Barcelona 2008–2012; os nomes de ambos esti­ve­ram jun­tos numa mesma frase: “Mourinho não, vai ser o Pep”, rati­fi­cou (um dos homens for­tes do Barcelona) a deci­são de con­tra­tar Pep Guardiola como téc­nico do Barça, aju­dando a escre­ver uma parte impor­tante da his­tó­ria do futebol.

Pep e Mou são liga­dos pela cor laranja. Rinus Michels, Johhan Cruyff, Louis van Gaal e Frank Rijkaard são todos téc­ni­cos holan­de­ses que pas­sa­ram, de uma forma ou de outra, por suas vidas. O pri­meiro é o trei­na­dor fora do campo (cri­a­dor do ‘fute­bol total’ da sele­ção de 74), o segundo o é entre as qua­tro linhas, o ter­ceiro teve Mourinho como assis­tente no Barcelona, já o último, foi suce­dido por Guardiola, sem saber, abria pas­sa­gem para que uma nova his­tó­ria pudesse ser con­tada. Ela foi e nós fize­mos parte dela.

Não tere­mos mais que sen­tir inveja ao ouvir os mais velhos con­tando sobre gran­des times do pas­sado, já temos a nossa his­tó­ria para con­tar. O ciclo de Pep se foi, quem sabe abrindo espaço para o de Mourinho com o Real Madrid. A não ser que o impre­vi­sí­vel se faça nova­mente, e uma nova maneira de se enxer­gar o fute­bol esteja sendo con­tada ou rein­ven­tada em algum lugar per­dido do fute­bol que sonha­mos saber conhe­cer. Dominar.

A ver.

* Carlos Gomes é edi­tor do blog Outros Críticos, dile­tante em música, poe­sia, fic­ções e letras.

Guardiola confirma time titular para amistoso da Seleção

27/04 6 Comentários

Treinador espa­nhol faz sua estreia na Seleção Brasileira e já sur­pre­ende esca­lando Daniel Alves de atacante

Nesta quarta-feira, Pep Guardiola coman­dou um treino fechado para imprensa na cidade de Hamburgo, onde já defi­niu quais serão os titu­la­res para o amis­toso con­tra a Alemanha nesta tarde de quinta-feira. Jogo esse que será a estreia do trei­na­dor no comando da Seleção.

O novo time do Brasil vai a campo no esquema 3–4-3 com a seguinte esca­la­ção: Diego Alves (Valencia); David Luiz (Chelsea), Thiago Silva (Milan), Dedé (Vasco da Gama); Ramires (Chelsea), Hernanes (Lazio), PH Ganso (Santos), Oscar (Internacional); Daniel Alves (Barcelona), Neymar (Santos) e Leandro Damião (Internacional)

Apesar do clima da cole­tiva de imprensa ter sido pra lá de des­con­traído, o ex-treinador do Barcelona não escon­deu que está um pouco ner­voso com a estreia, e citou a pala­vra “res­pon­sa­bi­li­dade” por diver­sas vezes durante os 45 minu­tos de conversa.

Quando per­gun­tado o motivo de ter esca­lado o volante/meia Ramires na ala direita e Daniel Alves pra­ti­ca­mente como um ponta-direita, res­pon­deu bem-humorado: “Mas, o que é um ponta-direita?”. Logo depois com­ple­men­tou sor­rindo: “Não gosto de falar de posi­ções, no meu time é difí­cil alguém guar­dar posição”.

O trei­na­dor apro­vei­tou pra fazer ras­ga­dos elo­gios ao joga­dor Hernanes e con­fes­sou que se tivesse con­ti­nu­ado no Barça, o joga­dor teria sido con­tra­tado pelo clube, “Já estava certo que seria minha pri­meira con­tra­ta­ção para a pró­xima temporada”.

Perguntado se sen­tiu a falta do nome de Messi na esca­la­ção do time titu­lar, foi espi­ri­tu­oso, “Olha, não sei se Messi con­se­gui­ria uma vaga nesse time!”. Para logo depois res­pon­der qual a melhor sele­ção do mundo atu­al­mente: “Nosotros!”, arran­cando sor­riso dos presentes.

O amis­toso entre Alemanha e Brasil será rea­li­zado no Allianz Arena, quinta-feira, às 16h.

 

Deixa ela entrar, FDP!

26/04 Nenhum Comentário

* por @yuriribeirom

Só deve­ria exis­tir um goleiro bom na face da terra. O do meu time. Nenhum outro deve­ria ter qua­li­dade sufi­ci­ente para atra­pa­lhar a vida de seu nin­guém. Futebol foi feito pra ter gol, para levar ao êxtase os tor­ce­do­res, e não para ser impe­dido por um sujeito que se acha estrela a ponto de usar uni­forme dife­ren­ci­ado dos demais.

Quando o “meu” goleiro faz uma defesa difí­cil, eu come­moro como um gol a nosso favor. Se ela for fácil, come­moro do mesmo jeito. Mas é a única pos­si­bi­li­dade de fes­te­jar uma defesa. Isso por­que eu odi­a­ria ouvir os gri­tos de gol, na oca­sião. Gol, só do meu time. Pelo menos quando ele esti­ver em campo essa é a regra.

Não são pou­cos os golei­ros escro­tos que estão na minha lista negra. Foram adver­sá­rios cruéis, que me dei­xa­ram enta­lado o grito de gol quando ele já era pra­ti­ca­mente certo. Se eu encon­trar na rua, sou capaz de par­tir pra cima, igno­rando a sua esta­tura. Mas o que eu que­ria mesmo era que todos esses filhos da puta que atra­pa­lha­ram o meu time e impe­di­ram o meu grito, fos­sem pre­sos. Que na cadeia ficas­sem e não estra­gas­sem mais a minha feli­ci­dade. Um já seguiu esse cami­nho, e espero que outros façam o mesmo.

Mas não são só os adver­sá­rios que entram nessa tal lista fulei­ra­gem. Impossível esque­cer daquele goleiro do meu time que dei­xou a bola mais fácil do mundo, num jogo tão fácil quanto, pas­sar da linha do gol. Entregou o ouro e não merece o sta­tus de “meu” goleiro. Para isso, pre­cisa fazer por onde.  Frango só é bom quando é do goleiro adver­sá­rio. O “meu” goleiro está ter­mi­nan­te­mente proi­bido de sequer pen­sar nessa palavra.

Só tem uma coisa que o “meu” goleiro faça que seja mais empol­gante do que tirar uma bola dita inde­fen­sá­vel do ângulo. Fazer um gol. Se for de falta ou de pênalti, massa. Mas se ele vai pra área no último minuto e acerta uma tes­tada daque­las, a ale­gria é dobrada. Gol em dis­puta de pênalti, sem você nunca tê-lo visto bater um, tam­bém é importante.

Seja para ale­gria ou para tris­teza, é pre­ciso reco­nhe­cer que esses sujei­ti­nhos têm impor­tân­cia para o fute­bol. Quando eles resol­vem fazer a dife­rença, é por­que o jogo foi bonito. E que assim con­ti­nue sendo. Menos quando o meu time esti­ver em campo, claro.

Yuri Ribeiro escreve regu­lar­men­te para o FDB. À noite sai pra conhe­cer bares e falar sobre eles no blog Guia do Boêmio

A história minimalista das Copas do Mundo

25/04 Nenhum Comentário

Semiótica pura. Com infor­ma­ções míni­mas, porém com uma carga sim­bó­lica imensa, a série de pos­ters cri­ada pelo artista André Fidusi comu­nica mais rápido que qual­quer “Almanaque das Copas do Mundo”.

Em tem­pos de infor­ma­ção em 144 carac­te­res, esse tra­ba­lho nos faz per­ce­ber que não pre­ci­sa­mos de muito pra con­tar uma história.

Veja todo o acervo no site do artista

Fonte: Brainstorm9

Oba! A aula acabou!

25/04 8 Comentários

por @edipo

A aula durou muito tempo, se não me engano uns três anos. O começo de tudo foi como um tapa na cara, o con­teúdo já che­gou pronto e de forma ine­bri­ante. Nós, alu­nos, nos enve­re­da­mos em uma nar­cose coletiva.

O pro­fes­sor logo virou refe­rên­cia. A aula se tor­nou dis­pu­ta­dís­sima, todos que­riam assistí-la, porém toda ela tem seu fim. E isso é bom e ruim.

Como ousa­ram desen­vol­ver um modelo de ensino tão edi­fi­cante e sem bre­chas? Aos crí­ti­cos, um lamento! Aos copiões, boa sorte!  Não vai ser nada fácil.

Esses tais gênios da raça, de sota­que geo­gra­fi­ca­mente autô­nomo, cri­a­ram a pré-história de um futuro pró­ximo. Já pode­mos obser­var os efei­tos aqui e acolá.

A tal meto­do­lo­gia revo­lu­ci­o­ná­ria influ­en­ciou o mundo todo. Principalmente nós bra­si­lei­ros, o povo mais gente boa do mundo, que  tive­mos o pri­vi­lé­gio de assis­tir a uma aula par­ti­cu­lar minis­trada — dezem­bro pas­sado — lá no Japão. “Més” que uma aula!

Mas a ques­tão é que, como acon­tece com tudo que se pro­longa demais, o pra­zer  vai se esgo­tando. Repito, três anos de over­dose peda­gó­gica, sem tirar de den­tro. Nada sur­pre­en­dia mais, por muito tempo não acon­te­cia nada de novo, era o mesmo de sempre.

Início, meio e fim. Igual a filme manjado.

Os alu­nos dor­miam em plena per­for­mance do pro­fes­sor. O ronco cole­tivo virou uma sin­fo­nia vis­ce­ral­mente entra­nhada no eterno e sono­lento tica, taca, tam­bém conhe­cido como tik, taka. O pro­fes­sor ainda era o mesmo, mas os pupi­los não.

Simetria, lim­pi­dez e per­fei­ção já não agra­da­vam mais.

A arte se trans­for­mou em prag­ma­tismo mecâ­nico. Naquele momento, nosso maior desejo era de sen­tir outra vez a sabo­rosa impre­vi­si­bi­li­dade per­dida. A adre­na­lina estava estan­cada fazia tempo.

Por sorte (ou infe­liz­mente), a plas­ti­ci­dade bana­li­zou e o robô sem alma implo­diu. Nada mais era espe­tá­culo e sim um eterno cum­prir tabela. E por falar em tabela.…

(…) tica, taca, tica, taca,tica, taca,tica, taca,tica, taca,tica, taca, tica (…)

Triiiiiim! Acorda e limpa a baba pra res­pon­der a cha­mada. A aula final­mente acabou!!

Valeu pro­fes­sor, che­gou a hora de reciclar.

 * Rodrigo Édipo é um dos res­pon­sá­veis pelo FDB e desen­volve pes­quisa em jor­na­lismo espor­tivo nas mídias digitais

 

Sakiroo Choi & Futebol

19/04 Nenhum Comentário

Sakiroo Choi é um sul-coreano que faz um tra­ba­lho massa de ilus­tra­ção de per­so­na­gens. Apesar de seguir o viés da cri­a­ção das per­so­nas fic­tí­cias, Chooi não esconde admi­ra­ção ao fute­bol e mon­tou um espe­cial para a Copa do Mundo-2010 somente com astros da bola…

* Siga o Futebol de Bolso no twit­ter: @fdb_futebol

 

Special Soccer player #1

Special soc­cer player #2

A Revista Zupi já fez espe­cial com o artista, você pode ver o post cli­cando aqui.

Fonte: In bed with Maradona

Site: Sakiroo Choi